É incrível a dependência que temos hoje em dia dos equipamentos eletrônicos. Com isso, é claro, criamos uma outra dependência: de tomadas. Sério, quantos equipamentos você precisa carregar durante a noite? Celular, iPad, câmera digital, barbeador elétrico, notebook, e por aí vai. A minha cabeceira já não tem tomada suficiente faz tempo. Tá mais do que na hora de inventarem um jeito de carregarmos esse monte de acessórios tecnológicos sem precisarmos ligá-los por um fio na parede, não acham?
Genial! Acabou de sair do forno a versão para iPad da revista Wired. O iPad na verdade nem chegou ainda às lojas, mas as principais publicações mundiais já estão se adaptando a ele, como é o caso do The New York Times. A versão da Wired é absolutamente intuitiva, de facílima navegação e permite uma integração fantástica de multimídias: texto, fotos, animações e vídeos, além, é claro, de forte integração com as redes sociais. Apesar de, certamente, ainda faltarem muitos anos até que os leitores digitais eliminem o papel do nosso dia a dia, é muito louvável ver essas publicações se antecipando ao que, mais cedo ou mais tarde, será o futuro. É uma tendência que a Sports Illustrated já tinha demonstrado na sua versão para tablets e que, agora, se torna ainda mais palpável. Interessante é que, apesar do iPad não rodar o Flash, da Adobe, a plataforma da Wired é o Adobe Air.
Convergência é a palavra do momento, e será a palavra do futuro também. Vejam o vídeo abaixo. O equipamento não existe ainda, mas todas as tecnologias necessárias para fazê-lo já existem e estão disponíveis. Esse é um modelo de como, num futuro não tão longínquo, poderemos integrar diversos conteúdos em uma mesma plataforma.
Evento interessante esse organizado pelo Hélcio, Maísa, Emílio e outros, sobre o marco civil da internet. A discussão é complexa demais, extensa demais e difícil demais para que se possa chegar a alguma conclusão prática. De qualquer forma vale a discussão. Fico, porém, com a impressão de que, às vezes, algumas discussões funcionam melhor numa mesa de bar do que num auditório. Ressalvas à parte, fica a certeza de que uma regulamentação é necessária, e com urgência, para que o que hoje é um oásis de conhecimento e informação não se torne uma terra de ninguém. Não queremos viver o velho oeste americano, mas também não aguentamos outro AI-5 na nossa vida. Tarefa árdua essa que vem por aí.